{"id":557,"date":"2022-06-09T08:51:36","date_gmt":"2022-06-09T11:51:36","guid":{"rendered":"https:\/\/newsjur.nienowadvogados.com.br\/?p=557"},"modified":"2022-06-09T09:28:31","modified_gmt":"2022-06-09T12:28:31","slug":"stj-mantem-imposto-de-renda-sobre-vendas-de-acoes-por-herdeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/2022\/06\/09\/stj-mantem-imposto-de-renda-sobre-vendas-de-acoes-por-herdeiros\/","title":{"rendered":"STJ mant\u00e9m imposto de renda sobre vendas de a\u00e7\u00f5es por herdeiros"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>STJ concluiu julgamento iniciado h\u00e1 mais de dois anos e negou recurso de herdeira, mantendo jurisprud\u00eancia.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">O STJ negou, nesta ter\u00e7a-feira, 7, a isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda a herdeiros sobre ganhos obtidos em vendas de a\u00e7\u00f5es do titular. A 2\u00aa turma manteve entendimento j\u00e1 pacificado na Corte de que a isen\u00e7\u00e3o sobre o lucro obtido pela venda de a\u00e7\u00f5es, concedida pelo decreto-lei 1.510\/76 e aplic\u00e1vel \u00e0s opera\u00e7\u00f5es ocorridas mesmo ap\u00f3s sua revoga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 transmiss\u00edvel ao sucessor do titular anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>STJ nega isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda sobre vendas de a\u00e7\u00f5es por herdeiros. (Imagem: Freepik)<br>Havia expectativa por parte dos contribuintes, que contavam com a virada de jurisprud\u00eancia. Embora a 1\u00aa e a 2\u00aa turmas tenham&nbsp;entendimento&nbsp;pacificado no sentido contr\u00e1rio \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, o in\u00edcio do julgamento parecia favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate era relacionado a a\u00e7\u00f5es adquiridas durante a vig\u00eancia do decreto-lei 1.510\/76 &#8211; cujo art. 4\u00ba, d, garantia isen\u00e7\u00e3o se a venda ocorresse somente depois de cinco anos da aquisi\u00e7\u00e3o. Na a\u00e7\u00e3o, a herdeira defendia que a isen\u00e7\u00e3o concedida pela norma constituiu direito adquirido, transferido por heran\u00e7a com as a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo come\u00e7ou a ser julgado h\u00e1 mais de dois anos e, dos tr\u00eas ministros que votaram, dois se posicionaram pela isen\u00e7\u00e3o: o relator, ministro Mauro Campbell, que prop\u00f4s a supera\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia, e Og Fernandes, que o acompanhou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Herman Benjamin inaugurou posicionamento divergente. Para ele, a isen\u00e7\u00e3o de 76 representa &#8220;uma pol\u00edtica tribut\u00e1ria profundamente antissocial&#8221;. &#8220;A legisla\u00e7\u00e3o abriu uma exce\u00e7\u00e3o para os titulares de a\u00e7\u00f5es. O brasileiro comum n\u00e3o compra a\u00e7\u00f5es e n\u00e3o faz patrim\u00f4nio de a\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise foi pausada por pedido de vista da ministra Asussete Magalh\u00e3es e retomada nesta semana. Em seu voto-vista, a ministra Asussete votou com a diverg\u00eancia. Para ela, a lei que outorga isen\u00e7\u00e3o deve ser interpretada literalmente. Assim, a isen\u00e7\u00e3o &#8220;s\u00f3 poderia incidir na hip\u00f3tese em que o herdeiro recebe as a\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com a devida v\u00eania ao relator, entendo que os motivos por ele apontados n\u00e3o justificam a proposta de revis\u00e3o da jurisprud\u00eancia de ambas as turmas da 1\u00aa se\u00e7\u00e3o do STJ, firmadas no sentido da impossibilidade de transmiss\u00e3o, ao sucessores, da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (\u2026) por possuir tal benef\u00edcio fiscal car\u00e1ter personal\u00edssimo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o voto do ministro Francisco Falc\u00e3o tamb\u00e9m acompanhando a diverg\u00eancia, os ministros, por maioria, negaram provimento ao recurso da herdeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: REsp 1.650.844<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/367696\/stj-mantem-imposto-de-renda-sobre-vendas-de-acoes-por-herdeiros\" target=\"_blank\">MIGALHAS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>STJ concluiu julgamento iniciado h\u00e1 mais de dois anos e negou recurso de herdeira, mantendo jurisprud\u00eancia. 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