{"id":27,"date":"2018-08-16T16:27:15","date_gmt":"2018-08-16T19:27:15","guid":{"rendered":"http:\/\/newsjur.nienowadvogados.com.br\/?p=27"},"modified":"2019-01-01T20:31:09","modified_gmt":"2019-01-01T22:31:09","slug":"tst-categoria-diferenciada-nao-obriga-empresa-a-seguir-cct-da-qual-nao-participou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/2018\/08\/16\/tst-categoria-diferenciada-nao-obriga-empresa-a-seguir-cct-da-qual-nao-participou\/","title":{"rendered":"TST: Categoria diferenciada n\u00e3o obriga empresa a seguir CCT da qual n\u00e3o participou"},"content":{"rendered":"<p>Uma empresa n\u00e3o pode ser obrigada a cumprir as normas coletivas quando n\u00e3o participou delas, seja diretamente, seja por meio de sua entidade de classe. Com esse fundamento, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho proveu recurso da Rodrigues &amp; Laranjeira Ltda. e absolveu-a da condena\u00e7\u00e3o ao pagamento das diferen\u00e7as do aviso pr\u00e9vio de 60 dias e multa normativa a um vendedor, pertencente a categoria diferenciada.<\/p>\n<p>O empregado foi contratado como vendedor externo de produtos Johnson &amp; Johnson e outros na linha de higiene pessoal para supermercados, e atuava em 16 munic\u00edpios de Santa Catarina. Disse ter sido combinado que receberia comiss\u00f5es de 3 a 3,5% sobre as vendas, mas nos \u00faltimos quatro anos os percentuais foram reduzidos, chegando a 0,99%. Tal redu\u00e7\u00e3o, segundo ele, ocorreu de forma unilateral e lhe causou-lhe preju\u00edzos. Com base no princ\u00edpio da irredutibilidade salarial, requereu o pagamento das diferen\u00e7as decorrentes dessa redu\u00e7\u00e3o, com reflexos nas verbas trabalhistas, entre outras parcelas.<\/p>\n<p><strong>Categoria diferenciada<\/strong><\/p>\n<p>Junto com a peti\u00e7\u00e3o inicial, o autor juntou as conven\u00e7\u00f5es coletivas do Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Com\u00e9rcio, Propagandistas, Propagandistas Vendedores e Vendedores de Produtos Farmac\u00eauticos do Estado de Santa Catarina e da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio do Estado de Santa Catarina, categoria \u00e0 qual dizia pertencer, por ser vendedor viajante do com\u00e9rcio, que constitui categoria diferenciada. A empresa contestou, assegurando que ele estava enquadrado no Sindicato dos Empregados no Com\u00e9rcio de S\u00e3o Jos\u00e9 e Regi\u00e3o, pois sua atividade principal era o com\u00e9rcio atacadista de cosm\u00e9ticos e produtos de perfumaria. Para comprovar, juntou a guia de recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o sindical ao referido sindicato.<\/p>\n<p>Embora tenha obtido \u00eaxito em alguns pedidos, o vendedor apelou ao Tribunal Regional do Trabalho da 12\u00aa Regi\u00e3o (SC) quanto ao enquadramento sindical determinado na senten\u00e7a, que concluiu aplic\u00e1veis as conven\u00e7\u00f5es coletivas firmadas pelo Sindicato dos Empregados do Com\u00e9rcio de S\u00e3o Jos\u00e9 e Regi\u00e3o. O Regional concluiu que ele pertence \u00e0 categoria diferenciada dos vendedores e viajantes do com\u00e9rcio, regulamentada na&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L3207.htm\">Lei 3.207\/57<\/a>,&nbsp; enfatizou que o fato de a empresa ter recolhido a contribui\u00e7\u00e3o sindical em favor do Sindicato dos Empregados no Com\u00e9rcio de S\u00e3o Jos\u00e9 e Regi\u00e3o n\u00e3o suprimia o enquadramento.<\/p>\n<p>Assim, determinou seu enquadramento como vendedor viajante e condenou a empresa ao pagamento de 30 dias de aviso pr\u00e9vio indenizado, pois, embora as normas coletivas dessa categoria previssem 60, j\u00e1 trabalhara 30.<\/p>\n<p>No recurso ao TST, a empresa sustentou que o empregado enquadrado em categoria profissional diferenciada n\u00e3o tem direito \u00e0s vantagens previstas em instrumento coletivo no qual ela n\u00e3o tenha sido representada por \u00f3rg\u00e3o de classe da sua categoria, conforme a&nbsp;<a href=\"http:\/\/brs02.tst.jus.br\/cgi-bin\/nph-brs?d=BLNK&amp;s1=374&amp;s2=bden.base.&amp;pg1=NUMS&amp;u=http:\/\/www.tst.gov.br\/jurisprudencia\/brs\/nspit\/nspitgen_un_pix.html&amp;p=1&amp;r=1&amp;f=G&amp;l=0\">S\u00famula 374<\/a>&nbsp;do TST.<\/p>\n<p>A relatora, ministra Maria de Assis Calsing, destacou que o enquadramento sindical \u00e9 dado pela atividade preponderante da empresa, exceto para o empregado que integra categoria profissional diferenciada. Para ela, \u00e9 incontroverso que o trabalhador pertencia a categoria diferenciada e a empresa, de com\u00e9rcio de produtos de perfumaria, limpeza, alimentos, farmac\u00eauticos, medicamentos e representa\u00e7\u00e3o comercial, n\u00e3o poderia ser obrigada a cumprir as normas coletivas celebradas pelo representante daquele segmento empresarial, pois n\u00e3o participara delas.<\/p>\n<p>No caso da Rodrigues &amp; Laranjeira, ela obriga-se somente \u00e0s normas negociadas pelo sindicato que a representa, ou seja, o Sindicato dos Empregadores do Com\u00e9rcio de S\u00e3o Jos\u00e9 e Regi\u00e3o, e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica daquela categoria.<\/p>\n<p>Processo:&nbsp;<a href=\"https:\/\/aplicacao5.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=120400&amp;digitoTst=83&amp;anoTst=2009&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=12&amp;varaTst=0029\">RR-120400-83.2009.5.12.0029<\/a><\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.tst.jus.br\/home?p_p_id=15&amp;p_p_lifecycle=0&amp;p_p_state=maximized&amp;p_p_mode=view&amp;_15_struts_action=%2Fjournal%2Fview_article&amp;_15_groupId=10157&amp;_15_articleId=4619381&amp;_15_version=1.0\">TST<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.tst.jus.br\/image\/journal\/article?img_id=4619384&amp;t=1366675698726\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma empresa n\u00e3o pode ser obrigada a cumprir as normas coletivas quando n\u00e3o participou delas, seja diretamente, seja por meio de sua entidade de classe. &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":292,"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27\/revisions\/292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nienowadvogados.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}